quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Prêmio Interaje 2011

Começou ontem e vai até o dia 19.12.2011 a votação para o Prêmio Interaje 2011, o maior encontro de empreendedores digitais do Estado e que premia 10 categorias com os destaques do ano na web do Piauí.

Na categoria Musa do Twitter, o nome é o de Jeane Melo, presidente da ADIP e mãe do Enzo, garoto de 6 anos de idade que é diabético desde os 9 meses. Por causa da doença do filho, Jeane começou uma campanha no twitter exigindo a regularização do fornecimento dos medicamentos e insumos aos quais os diabéticos tem direito, fornecimento a cargo da Fundação Municipal de Saúde de Teresina.

A campanha saiu do twitter com a aprovação da Lei do Diabético de Teresina, proposta pelo Ver. José Ferreira, e foi levada às ruas na Caminhada #AssinaElmano, em Abril/2011, que objetivava a sanção do projeto de lei pelo Prefeito de Teresina, Elmano Ferrer. Vale dizer que a Caminhada #AssinaElmano foi a primeira manifestação de Teresina que saiu da web para as ruas.

A lei não foi sancionada, mas a militância de Jeane continuou em favor dos muitos Enzos que existem em nossa cidade, saiu da rede mais uma vez e foi parar na criação da ADIP, associação criada com o fim de reivindicar os direitos dos diabéticos de Teresina.

Então, para consagrar a luta dessa corajosa mãe, vamos eleger Jeane Melo a Musa do Twitter 2011 e a hashtag #AssinaElmano como a Tag do Ano de 2011. Pra votar, não precisa ter twitter, basta se cadastrar no link abaixo com seu e-mail.

Clique aqui para ir pra pagina da votação: Prêmio Interaje 2011    Vamos votar, galera.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Convite para Sessão Solene

ADIP convida todos para participarem na próxima quarta feira, 16 de novembro, às 10 horas da manhã no plenário da Assembleia legislativa, de sessão solene em prol dos diabéticos. Conto com sua presença. Vamos mostrar que os diabéticos do Piauí estão unidos. 

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Associação dos Diabéticos do Piauí- ADIP

AGENDA ADIP

·        Dia 13 de novembro/ 16 horas: ação educativa na Ponte Estaiada com a realização de glicemias capilares, aferição da pressão arterial, orientação nutricional e cadastro de associados. O evento conta com a participação da BioAnálise, empresa amiga dos diabéticos.
·        Dia 16 de novembro/ 10 horas: participação da ADIP na sessão solene dedicada ao Dia Mundial do Diabetes, uma proposição do Deputado Estadual Luciano Nunes.


PARA SE ASSOCIAR À ADIP
Para se associar à ADIP você não precisa ser diabéticos. Parentes, amigos e simpatizantes à nossa causa são bem-vindos.

Entre em contato com a nossa equipe:
Twitter: @adipiaui
Facebook: ADIP
Telefone: 9452-1016 e 9452-1016

 “DIABÉTICO É QUEM NÃO CONSEGUE SER DOCE". MÁRIO QUINTANA

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Programa do governo Saúde Não Tem Preço trabalha com remédios ultrapassados para Diabéticos




Imagem: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press



Lançado logo após o primeiro mês de mandato para ser uma vitrine da gestão de Dilma Rousseff, o Saúde Não Tem Preço se propôs a fornecer medicamentos de graça para diabéticos e hipertensos. Na assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, em setembro, a presidente ressaltou a iniciativa em vigor no Brasil. Os pacientes, porém, encontram apenas os medicamentos mais básicos na rede composta por 20 mil drogarias intituladas Farmácias Populares. Eles reivindicam versões modernas e eficazes das substâncias. Até mesmo remédios que já fazem parte da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename), lista elaborada pelo Ministério da Saúde com as drogas essenciais para tratar as doenças mais comuns na população, estão fora do Saúde Não Tem Preço.

A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) fez um pedido formal ao governo de inclusão de uma droga chamada Gliclazida, um antidiabético oral já inscrito na Rename. O medicamento é considerado mais eficaz do que os distribuídos pelo programa, já tem genérico e tem duas vantagens apontadas pela SBD: menos efeitos colaterais e doses menores para o mesmo resultado. É o que os médicos chamam de “aderência”. O êxito do tratamento depende da disposição dos pacientes em tomar os medicamentos. O Saúde Não Tem Preço oferece remédios que precisam ser administrados de duas a quatro vezes por dia, enquanto a Rename já tem remédios que podem ser tomados uma única vez.

Esse princípio vale principalmente para a hipertensão arterial. “A aderência é baixa. Em média, pacientes tomam 3,6 comprimidos por dia para hipertensão arterial. Eu não percebi mudanças com o lançamento do programa”, afirma o médico Heno Ferreira Lopes, membro da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) e do Instituto do Coração (Incor) em São Paulo. “Muitos relatam que não conseguem os remédios”, diz Heno.

As insulinas disponíveis nas Farmácias Populares são as regulares e a NPH. A SBD defende que o Saúde Não Tem Preço ofereça também insulinas combinadas, que evitam aplicações duplicadas no mesmo dia. “Não entendo por que uma droga que já está na Rename ainda não faz parte do programa”, critica a médica Hermelinda Cordeiro Pedrosa, da SBD e coordenadora do Programa de Educação e Controle de Diabetes da Secretaria de Saúde do DF. Estima-se que no Brasil haja de 11 a 15 milhões de diabéticos. Já os hipertensos são 33 milhões.

Alterações
Em resposta ao Correio, o Ministério da Saúde informou, por meio da assessoria de imprensa, que incorpora medicamentos ao programa conforme o “orçamento disponível”. O ministério admite que o Saúde Não Tem Preço poderá sofrer alterações. “Novos medicamentos podem ser incorporados. Recebemos periodicamente sugestões de atualização do elenco e todas são avaliadas.” A distribuição de 11 medicamentos para diabetes e hipertensão já ampliou o acesso ao tratamento em 239% de fevereiro a setembro, segundo o Ministério da Saúde.

Do Correio Braziliense

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Dia Mundial do Diabetes será lembrado no Piaui em sessão solene na ALEPI


O deputado estadual Luciano Nunes apresentou hoje (17), requerimento na Assembleia Legislativa do Piauí, solicitando a realização de sessão solene para lembrar o Dia Mundial do Diabetes, comemorado em 14 de novembro. O requerimento foi aprovado e a sessão acontecerá no dia 16 de novembro, às 10h, no plenário da Casa.
De acordo com o parlamentar, a sessão solene tem por objetivo conscientizar as pessoas sobre a importância de conhecer e tratar essa doença que tem atingido cada vez mais pessoas no mundo inteiro. “Os números em relação ao diabetes são alarmantes. Segundo estimativa recente, há cerca de 250 milhões de diabéticos no mundo. Só no Brasil, são contabilizados 11 milhões de portadores da doença, considerada uma das principais causas de mortalidade no mundo. Aqui no Piauí o número também é bastante expressivo. Portanto, nada mais oportuno do que realizarmos essa ação para chamar a atenção da sociedade para o cuidado com essa doença crônica, silenciosa e que tem tirado a vida de muitas pessoas”, destacou.
Participarão da solenidade os representantes da Associação dos Diabéticos do Piauí (ADIP), além dos familiares e simpatizantes do movimento dos diabéticos de Teresina. “ Aqui na cidade tem um grupo de pessoas atuante que tem lutado pela humanização do tratamento do diabético e pela busca de medicamentos que tornam o tratamento menos traumático. O movimento é liderado pela publicitária Jeane Melo, que é mãe de uma criança diabética e ampliou a sua luta para todos os piaienses, estando agora à frente da ADIP. Dessa forma, a sessão solene será também uma oportunidade de apresentar para os piauienses essa entidade que luta pelo direito à vida”, explicou Luciano Nunes
 

A Associação dos Diabéticos do Piauí (ADIP) Conta com a presença de todos vocês nessa sessão solene. Vamos mostrar para nossos representantes que os diabéticos do Piauí agora tem vez e voz.

 

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Dia Mundial do Diabetes

Na semana do dia Mundial de Diabetes, 14 de novembro, será lançada a Associação dos Diabéticos do Piauí-ADIP. Em breve postaremos a programação completa das atividades. 

Sobre o Dia Mundial:
O Dia Mundial do Diabetes foi criado em 1991 pela International Diabetes Federation (IDF) em parceria com a Organização Mundial da Saúde(OMS), em resposta ao aumento do interesse em torno do diabetes no mundo. Celebrado em 14 de novembro, é visto como a maior iniciativa mundial em torno do diabetes. A data foi escolhida devido ao nascimento do cientista canadense Frederick Bantin que, em parceria com Charles Best, foi responsável pela descoberta da insulina, em outubro de 1921. Dois anos mais tarde, Banting recebia o Prêmio Nobel de Medicina por esta descoberta e pela aplicação da insulina no tratamento das pessoas com diabetes.
O símbolo do Dia Mundial do Diabetes é um circulo azul que simboliza a união. A IDF buscou um formato simples para facilitar a reprodução e o uso para as pessoas que quisessem dar apoio à campanha. Esta data também é marcada com a iluminação em todo o mundo de monumentos e construções de destaque na mesma cor. O azul representa o céu e é a mesma cor da bandeira das Nações Unidas, que simboliza também a união entre os países. Neste dia, é estimulado o uso de roupas na cor azul, cor símbolo da campanha.

Sobre a Federação Internacional de Diabetes (IDF):
IDF é a sigla em inglês para Federação Internacional de Diabetes, organização que congrega mais de 200 associações de diabetes em mais de 160 países. Representa as pessoas com diabetes e/ou que têm risco de desenvolver. A Federação é líder da comunidade em diabetes desde 1950 e principal organização mundial a ditar as diretrizes para o diabetes. Sua missão é promover os cuidados em diabetes, prevenção e cura em todo o mundo. A campanha Unidos pelo Diabetes tem reconhecimento, desde 2006, pela Organização das Nações Unidas e tem seu Dia Mundial pelo Diabetes comemorado em 14 de novembro.

DIABETES NA BALADA


Se for consumir bebidas alcoólicas, seja consciente.
Não saia de casa sem:
- Fazer uma boa refeição;
- Levar algo extra para comer em caso de emergência;
- Se não for possível ter uma refeição completa, faça um lanche.
Na balada:
- Consuma carboidratos extras sempre que você estiver tomando álcool, principalmente se você estiver bebendo destilados ou estiver dançando;
- Se for beber, prefira vinho suave ou cerveja. Beba sempre com moderação.
Ao voltar para casa:
- Se você estiver com ressaca na manhã seguinte, provavelmente terá que reajustar sua dose de insulina;
Consulte seu médico sobre como proceder nessa situação.
- Nunca vá dormir depois de beber, sem comer um carboidrato. Por exemplo: pão;
- Lembre-se de testar a sua taxa de açúcar no sangue antes de ir para cama.
Se você passou da conta:
- Você não estará apto a reconhecer os sintomas que acusam um nível baixo de açúcar no seu sangue;
- Seus amigos talvez pensem que você está tonto e cambaleando por causa da bebida. Avise-os com antecedência que um comportamento fora do usual talvez indique um baixo nível de açúcar no sangue;
- Sempre seja cuidadoso ao ingerir álcool. Conte a seus amigos como eles podem ajudar, caso seja necessário;
- No outro dia, não durma demais e siga sua rotina de tratamento.
Todas essas recomendações devem ser sempre avaliadas pelo seu médico.

 Fonte: Mudando o Diabetes

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Diabéticos participam de reunião na Secretaria de Saúde do Piauí


De acordo com Jeane Melo, coordenadora do movimento dos diabéticos de Teresina, atualmente a Fundação Municipal de Saúde não fornece os medicamentos com regularidade.


Representantes do movimento dos diabéticos de Teresina, o deputado estadual Luciano Nunes e os técnicos da Secretaria de Saúde do Estado do Piauí (SESAPI), participaram hoje (22), de reunião onde foram debatidas questões referentes à entrega de medicamentos que possibilitam uma humanização do tratamento da doença. O encontro foi solicitado pelo deputado tucano e prontamente atendido pela secretária de Saúde, Lílian Martins, que comprometeu-se a trabalhar para garantir respostas às reivindicações dos diabéticos.

Imagem: Divulgação/GP1Reunião(Imagem:Divulgação/GP1)Reunião

No encontro, foram relatadas aos técnicos da Secretaria de Saúde as principais dificuldades enfrentadas pelos diabéticos em Teresina para garantir a medicação necessária ao tratamento. De acordo com Jeane Melo, coordenadora do movimento dos diabéticos de Teresina, atualmente a Fundação Municipal de Saúde não fornece os medicamentos com regularidade. Os representantes reivindicam também insumos mais modernos para o tratamento da diabete tipo 1 como canetas para aplicação de insulina, lancetas, fitas e glicosímetros.

“Os diabéticos sofrem com uma grande burocracia para receberem a medicação via Fundação Municipal de Saúde. Além disso, não há uma entrega regular dos medicamentos, o que dificulta ainda mais o tratamento dessa doença que é crônica, silenciosa e que mata. Portanto, essa reunião foi bastante esclarecedora, uma vez que conhecemos como funciona a dinâmica da Secretaria de Saúde no que diz respeito ao atendimento aos diabéticos. Nossa luta agora será para incluir a medicação mais moderna do tratamento na lista de medicamentos ofertados pelo SUS”, afirmou Jeane Melo, coordenadora do movimento dos diabéticos de Teresina


Segunda a diretora de Vigilância e Saúde da SESAPI, Telma Evangelista, há uma estimativa no Estado de 100 mil diabéticos, sendo que desse total 10 mil são insulinos dependentes. “ No que tange ao tratamento da diabetes, o Estado, o município e a União têm responsabilidades. O Estado pactuou com os municípios a questão dos medicamentos, as farmácias populares já disponibilizam alguns remédios e cabe ao Estado também fornecer as tiras reagentes e as lancetas aos municípios. Já fizemos um estudo para saber os custos para a aquisição das canetas descartáveis e o tema será contemplado no Plano Plurianual do Estado. Iremos também levar a temática ao Ministério da Saúde e procurar resolver os principais entraves no que diz respeito ao tratamento da diabetes”, explicou a diretora.


Para o deputado Luciano Nunes, que propôs a reunião, o tratamento da doença ainda é visto de forma muito generalizada pelo poder público e há uma necessidade urgente de humanização do tratamento “ Solicitamos essa reunião por entendermos que a diabete é uma doença que tem crescido assustadoramente nos últimos anos e o poder público não tem dado a devida atenção aos portadores desse mal crônico. Conseguimos listar alguns encaminhamentos nessa reunião como incluir no orçamento do Plano Plurianual do Estado a questão da compra das canetas descartáveis, a quantidade e qualidade das lancetas que são ofertadas, a entrega de glicosímetros, bem como levar todas essas reivindicações ao Ministério da Saúde. Ficou acertado também que será realizada uma campanha preventiva e educativa sobre a doença”, destacou o parlamentar.


O deputado tucano irá também apresentar um projeto de lei na Assembleia Legislativa do Piauí que defina de forma mais clara as responsabilidade do Estado e municípios no que diz respeito a entrega de medicamentos e tratamento da diabetes.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Associação dos Diabéticos do Piauí será criada em novembro

Os diabéticos piauienses estão se organizando e devem instituir sua associação no próximo mês de novembro. A Associação dos Diabéticos do Piauí (Adipi) será a primeira entidade para este tipo de  paciente no Estado. 

Um grupo de aproximadamente 15 pessoas está engajado nesta empreitada, entre elas, a publicitária Jeane Melo, mãe do menino Enzo, que encabeçou a campanha #AssinaElmano, iniciada no microblog Twitter, mas que acabou ganhando as ruas e o apoio de muita gente em prol da atualização dos remédios disponibilizados para os diabéticos pela rede pública de Saúde. 

“A melhor coisa que aconteceu do #AssinaElmano foi reunir pessoas com o mesmo objetivo. Agora não vamos mais ser mais só ‘a mãe do Enzo’ ou de outra pessoa. Será um grupo lutando pelo mesmo objetivo. Queremos criar a associação no dia 14 de novembro, Dia Mundial do Diabetes”, descreve Jeane. 

Segundo ela, a associação já possui estatuto, está com documentação em cartório para conseguir a regularização e recebe o apoio de entidades semelhantes de todo o Brasil. “Estamos sendo orientado por órgãos nacionais e representantes de entidades do Brasil já entraram de contato, nos mandando cópias de estatuto, orientações, entre elas a Associação dos Diabéticos Juvenil que é uma referência no país”, observa a publicitária.

Carlos Lustosa Filho
Fonte: http://www.cidadeverde.com/associacao-dos-diabeticos-do-piaui-sera-criada-em-novembro-84397

Atenção!
Caso tenha interesses em contribuir com a nossa associação, favor entrar em contato via blog ou pelo email: piauidiabetico@gmail.com

Em coluna, Dilma responde piauiense sobre tratamento para diabéticos

A publicitária piauiense Jeane Melo, mãe do menino Enzo, que tem diabetes, enviou uma pergunta à presidenta Dilma Rousseff sobre o tratamento da doença no Brasil, através do Jornal O DIA. O questionamento foi respondido em uma coluna publicada em diversos jornais do país, chamada "Conversa com a Presidenta".


Jeane Melo já organizou diversas manifestações reivindicando as medicações gratuitas para os diabéticos de todo o Brasil. "No país ainda estão distribuindo uma lista de medicamentos muito desatualizada, que não acompanham a evolução dos medicamentos e você fica preso a formatos não muito humanizados, como a ampola que necessita da seringa, ao invés da caneta, que provoca menos dor, por exemplo", descreve.


Jeane e Enzo

Confira o texto publicado no blog do Planalto:

A coluna "Conversa com a Presidenta", publicada nesta terça-feira (20/9), em 198 jornais e revistas no Brasil e no exterior, aborda temas como o tratamento e controle do diabetes, vantagens em se tornar um empreendedor formalizado e créditos do BNDES para os que tiveram perdas com as chuvas da região serrana do Rio de Janeiro.
A publicitária de Teresina (PI), Jeane Melo, pergunta que projetos existem para melhorar o tratamento e o controle do diabetes, que é considerado epidemia mundial pela Organização Mundial da Saúde.
Segundo a presidenta, para apoiar o tratamento, uma das principais ações é o Saúde Não Tem Preço, programa que oferece medicamentos de graça contra a doença. “Os remédios são distribuídos por 20 mil farmácias credenciadas no programa Aqui Tem Farmácia Popular, pelas farmácias da rede própria do governo e também pelas Unidades Básicas de Saúde, que oferecem, ainda, diagnóstico precoce e acompanhamento”, explica a presidenta Dilma.
E destaca que “o número de diabéticos beneficiados aumentou 180%, passando de 306 mil, em janeiro, para 860 mil, em agosto. Recentemente, nós lançamos um plano para reduzir as mortes por doenças crônicas não-transmissíveis, como -além do diabetes – câncer, infarto, derrame e doenças respiratórias. Vamos trabalhar na vigilância, prevenção e tratamento dessas doenças, que crescem devido a tabagismo, sedentarismo, alimentação inadequada, abuso do álcool e obesidade”.
A presidenta diz ainda que, além de incentivar uma alimentação saudável, o governo irá implantar 4 mil polos do programa Academia da Saúde, até 2014, para a prática de atividades físicas, e já começou a estruturar um programa de tratamento em casa. “Estamos atentos, pois o diabetes causa mais de 57 mil mortes por ano. A doença atinge 6,3% dos adultos e, entre os brasileiros com mais de 65 anos, o índice chega a 20%”.

Fonte: http://www.cidadeverde.com/em-coluna-dilma-responde-piauiense-sobre-tratamento-para-diabeticos-84386

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A doçura da Lei Enzo

Por: Vera Vanessa Santos

o filme "O óleo de Lorenzo", de 1992, o diretor George Miller leva às telas a história de Lorenzo, um garoto que aos seis anos de idade é diagnosticado como portador de ADL, uma doença genética rara que afeta fundamentalmente homens, prejudicando-lhes a transmissão de impulsos nervosos.
Susan Sarandon dá vida a Michaela Odone, mãe de Lorenzo, que vê seu único filho apresentar sinais que o impedem de brincar e fazer tudo que uma criança saudável faz. Ela e o marido, Augusto Odone, vivido por Nick Nolte, permitem que o filho seja submetido aos mais variados tratamentos, que não melhoram sua saúde. Cansados e insatisfeitos com os procedimentos médicos, eles resolvem se lançar nas pesquisas e manipulam um óleo baseado no azeite de oliva que mesmo não trazendo a cura, engana o organismo e permite que Lorenzo tenha uma grande melhora.
Jeane Melo, publicitária e jornalista, mora em Teresina e é mãe de Enzo. O garoto, filho único, tem seis anos e desde os nove meses, é diabético.  O diagnóstico da doença e a conseqüente internação de Enzo na UTI com risco de morte causaram impacto em Jeane, que só depois do período crítico recobrou a serenidade e pôde ser feliz. "Eu me queixei muito pouco depois porque me achei no lucro. Deus foi muito bom conosco", diz a jornalista.
Enzo enfrentou, ainda sem ter consciência, sozinho, uma batalha com a força própria de quem ainda não sabe de si, do mundo. Ele sobreviveu à Cetoacidose (estágio de deficiência insulínica grave) e então pôde sentir o calor do corpo da mãe e todo o amor que ela estava guardando para oferecer-lhe.
"Enzo não pode comer açúcar, é furado umas dez vezes ao dia, mas não se priva de ser criança. Curte, brinca, vive mais dentro da disciplina." Não pude perceber com que entonação de voz Jeane disse isso. Toda nossa conversa, e o meu conhecimento da história dela, foram pela internet. Mas acredito que ela tenha escrito isso com delicadeza, com a mesma delicadeza que dedica ao filho e à campanha que a tornou conhecida dos teresinenses e de outras pessoas que têm perfil no Twitter.
 A jornalista iniciou uma campanha de sensibilização na rede social divulgando a hastag #assinaelmano, que contou com a participação da população do Piauí e de outros estados. Com isso, conseguiram ficar nos Trending Topics da rede.
No dia 11 de junho deste ano a caminhada pelas ruas de Teresina foi o segundo passo para convencer e incentivar o prefeito de Teresina, Elmano Férrer (PTB), a sancionar a Lei Enzo, que já havia sido aprovada por unanimidade pela Câmara Municipal de Teresina, com projeto do vereador José Ferreira (PSDB).
Esta lei, que leva o nome do filho de Jeane, foi pensada com o objetivo de tornar menos agressivo e mais eficiente o tratamento dispensado aos diabéticos. "Existe uma lei federal 11.347/2006 que garante fornecimento (gratuito) da medicação dentro de uma lista. O segundo artigo da lei diz que essa lista precisa ser atualizada para acompanhar a modernização dos tratamentos, mas o segundo artigo não é atendido. A lista tem atualizações tímidas. Tratamento pouco humanizado, seringas com agulhas gigantes, insulinas ultrapassadas. A caneta aplicadora de insulina é uma alternativa à seringa. Causa menos dor e o mais importante, o risco de complicações é mínimo, pois o paciente consegue dar a dose exata da medicação." Jeane ainda afirma que a porcentagem dos pacientes que administram mal a dose com a seringa é em torno de 90%, um número alarmante.
 No entanto, mesmo com toda a mobilização e a visível necessidade de renovação no tratamento médico dos diabéticos, o prefeito vetou a lei há dois meses e não dá indícios de que esteja fazendo algo para que a vontade de Jeane, Enzo, outros diabéticos e simpatizantes da causa saia do plano ideal e integre o conjunto das normas jurídicas do Brasil e seja aplicada na sua totalidade.
 O desconhecimento do direito de contestar e exigir melhoria na política, no trânsito ou na saúde é um dos fatores que contribui para a morosidade e o descaso com o qual o prefeito Elmano Férrer trata a população teresinense.
 Jeane Melo é uma mãe que como Michaela Odone, luta pela vida do filho. Enfrenta as adversidades do caminho e segue batalhando pelo que acredita. Cidadã, Jeane contesta e exige que os representantes do povo trabalhem pelas pessoas que os colocaram em um cargo político. É a atitude dela e de quem se engaja por uma causa válida que faz valer o voto.
 Por isso, na próxima eleição, esteja atento ao passado político do seu candidato, ao nome do vice, e aos projetos aprovados ou não por ele. Uma escolha baseada em interesses escusos ou aleatória traz prejuízos para todos.

Fonte: http://www.portalodia.com/blogs/templo-de-clio/a-docura-da-lei-enzo-117900.html

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Diabéticos protestam com bolo e nariz de palhaço

Diabéticos protestam com bolo e nariz de palhaço falta de compromisso de Elmano Férrer



No dia 27 de junho o prefeito de Teresina, Elmano Férrer, anunciou o veto à Lei Enzo, aprovada por unanimidade na Câmara Municipal de Teresina para o fornecimento de medicação especial aos diabéticos. Na oportunidade, o chefe do executivo municipal se comprometeu a buscar em Brasília que o pleito fosse atendido através do SUS - Sistema Único de Saúde. Passados dois meses, o prefeito não cumpriu o prometido e os representantes do movimento dos diabéticos, como forma de protesto, “comemoram” com bolo os dois meses de veto.


Com bolo dietético e nariz de palhaço, os diabéticos protestaram e evidenciaram a falta de compromisso do prefeito com a causa. “ Esse bolo é para questionarmos além do veto, as promessas feitas pelo prefeito, que prometeu vestir a nossa camisa e trabalhar para incluir os medicamentos do tratamento de diabetes tipo 1 no rol dos fornecidos pelo Ministério da Saúde através do SUS. Em reunião no Palácio da Cidade, em 27 de junho, ficou acordado que na semana seguinte seria agendada a nossa a ida à Brasília, juntamente com o prefeito e representantes da Fundação Municipal de Saúde. Até hoje esperamos essa resposta”, afirma a publicitária Jeane Melo, coordenadora do movimento dos diabéticos.





A publicitária acrescenta também que uma das justificativas do prefeito para vetar a lei foi que a mesma era inconstitucional pelo fato de criar despesas para o executivo, no entanto, já foram aprovadas outras leis que também geram custos. “ A nossa luta é pela vida. Estamos reivindicando um tratamento mais humano para essa doença silenciosa e perigosa, que mata seis pessoas e causa duas amputações a cada minuto no mundo. Disseram que a Lei Enzo iria gerar custos para a Prefeitura, mas recentemente o prefeito aprovou uma lei que também acarreta custos que é a academia para a terceira idade, então ficamos sem entender”, destaca.


Jeane lembra também que foi prometido na reunião que iriam agilizar o atendimento e o fornecimento dos medicamentos que já são oferecidos pelo SUS em Teresina, mas segundo alegam muitos diabéticos, a realidade continua a mesma, com atrasos na entrega dos medicamentos.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O que é ter saúde no mundo contemporâneo?

Brilhante e esclarecedora palestra da Luciana Ayer sobre como anda nossa alimentação nos dias de hoje. Recomendadíssima!!!

O que é ter saúde no mundo contemporâneo? from cpfl cultura on Vimeo.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Pandemia de diabetes: um em cada quatro americanos já tem diabetes mellitus


Na 71ª reunião da American Diabetes1 Association (ADA) em San Diego, EUA, em junho de 2011, foi anunciado que um em cada quatro adultos americanos está com diabetes mellitus.
Em 25 de junho deste ano, o periódico The Lancet publicou um artigo de Goodarz Danaei e colaboradores dizendo que o diabetes mellitus alcançou proporções alarmantes no mundo. Nos 199 países analisados, que incluíram 2,7 milhões de pessoas, o número estimado de diabéticos dobrou nas últimas três décadas – de 153 milhões em 1980 para 347 milhões em 2008. Embora 70% do aumento observado seja atribuído ao crescimento e ao envelhecimento populacionais, o número também reflete uma mudança negativa no estilo de vida com má alimentação e sedentarismo, e obesidade como resultado.
A obesidade é um importante fator de risco para o diabetes mellitus tipo 2. Uma vez que a obesidade aumenta no mundo todo, o diabetes mellitus tende a piorar.
O mais alarmante é que a obesidade infantil também está aumentando. Nos EUA, 10% dos bebês e das crianças estão com excesso de peso e mais de 20% das crianças com idades entre 2 e 5 anos estão com sobrepeso6 ou obesas. Estes dados são do relatório US Institute of Medicine's Early Childhood Obesity Prevention Policies, que foi publicado em junho de 2011.
O estudo clínico Early ACTivity In Diabetes1 (Early ACTID) mostra que orientações sobre dieta, com ou sem aumento de atividades físicas, pode prevenir um declínio do controle glicêmico em pacientes adultos com diabetes mellitus tipo 2. Os benefícios desta intervenção simples, baseada no ajuste do estilo de vida, chama a atenção pela importância na educação dos pacientes. Estudos tentam mostrar se esta mesma orientação feita aos pais de crianças diabéticas ou para crianças com diabetes tipo 2 terão os mesmos efeitos positivos na prevenção da doença.
Benefícios são vistos quando os indivíduos são mais bem informados sobre fatores de risco e sintomas precoces da doença, o que enfatiza a prevenção primária, o rastreamento e a intervenção precoce quando necessária.
Em 2030, a expectativa para o número de diabéticos no mundo é de 472 milhões. Cerca de 80% deles estarão em países de baixa e média rendas. Nestas regiões, medicamentos hipoglicemiantes e insulina são frequentemente inacessíveis ou são muito caros e os sistemas de saúde locais não têm pessoal e capacidade financeira para enfrentar o problema. Esta situação precisa mudar.

Diabetes tipo 1 : Maioria é negligente com diabetes, diz pesquisa


O maior estudo sobre diabetes tipo 1 acaba de ser divulgado e revela dados preocupantes, mostrando que doença é negligenciada no país e que há poucos dados sobre a doença em território nacional. O Estudo Multicêntrico de Diabetes Tipo 1 teve início em dezembro de 2008 e foi finalizado no início desse ano, com o apoio de Farmanguinhos/Fiocruz/Ministério da Saúde, da Fundação Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro e da Sociedade Brasileira de Diabetes. A doença afeta 10 milhões de brasileiros, dos quais, 10% apresentam a doença do tipo 1, a mais grave. O objetivo foi avaliar a proporção de pacientes diabéticos que tenham controle glicêmico adequado nas diferentes regiões do País. Além disso, os médicos quiseram conhecer o perfil clínico, demográfico e a qualidade do atendimento oferecido a estes pacientes pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
A pesquisa envolveu 3.591 pacientes, de 28 cidades, localizadas em todas as regiões do País, e incluiu uma entrevista e o uso de questionário para conhecer as características demográficas, econômicas e clínicas dos pacientes, além de coleta de dados nos prontuários médicos. O levantamento foi coordenado pela Dra. Marília de Brito Gomes, professora Associada da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e doutora em Endocrinologia pela Escola Paulista de Medicina.
Dentre os pacientes que participaram do estudo, 39,7% são da região Sudeste, 28,3% da Nordeste, 22,8% da Sul, 6,5% da Centro-Oeste e 2,7% de estados do Norte do País. A maioria dos pacientes (57,1%) era de brancos, do sexo feminino (56%) e com idade média, na época, de 21 anos (50%). Se levarmos em conta os níveis de escolaridade, a maioria dos pacientes, 37,7%, tem nível fundamental incompleto, mas 1,1% eram analfabetos.
– A baixa escolaridade dos pacientes associada à renda econômica familiar, entre um e cinco salários mínimos, da maioria dos entrevistados (77,4%) é uma barreira importante na obtenção de um controle adequado do diabetes. Considera-se ainda a complexidade do tratamento da doença como uso, em geral, de dois tipos de insulina e avaliação da glicemia (determinação dos níveis de glicose no sangue) em vários horários, além de dieta, exercício, avaliação da capacidade funcional do paciente e seus familiares são fundamentais para a condução adequada do tratamento, explica Marília.
Diagnóstico
A maioria dos pacientes, 71,5%, teve a doença diagnosticada antes dos 15 anos e cerca de 20% tiveram diagnóstico antes dos cinco anos. Esses números configuram um cenário da doença de longa duração com maior probabilidade de evolução para complicações crônicas e, portanto, com maior custo para o Sistema de Saúde e para a sociedade como um todo. Até o momento não existem meios de prevenção da doença, apenas formas de minimizar seus efeitos a curto, médio e longo prazo através do controle clínico e metabólico adequado.
A maioria dos pacientes (42%), principalmente as crianças, teve o diagnóstico da doença em cetoacidose diabética, que é uma complicação aguda do diabetes com necessidade de internação hospitalar e que apresenta importante risco de vida. Os fatores de risco mais importantes para a ocorrência desta complicação foram: a classe socioeconômica, a baixa idade e a região de moradia dos pacientes (Sudeste).
É importante ressaltar que existe uma mudança gradativa no modo como a doença é diagnosticada. Em cerca de 39% dos pacientes, ela foi descoberta por métodos de rotina, sem a necessidade de internação hospitalar. Quanto aos fatores de risco mais importantes, destacam-se a classe socioeconômica, a baixa idade e a região de moradia dos pacientes (Sudeste)
Ressaltamos que o custo atual de uma internação de quatro dias, usando a tabela SUS, é de RS 360,00. Caso o paciente seja atendido ambulatorialmente, considerando-se todos os itens do tratamento, esse custo seria de R$ 81,8, ou seja, 4,5 vezes menor. É importante ressaltarmos que esses custos são subestimados
– Em relação a esse item, ressaltamos que cerca de 6% dos pacientes, ainda em idade produtiva, já estavam desempregados ou licenciados pelo INSS ou aposentados devido às complicações que surgem com o diabetes, explica Marília.
A maioria dos casos teve início com sintomas tratados como inofensivos como idas constantes ao banheiro para urinar, sentir muita sede e perder peso. Essa situação permite ao Sistema de Saúde elaborar políticas de alerta em unidades de emergência para que realizem testes de glicemia em todos os pacientes que apresentarem os sintomas já mencionados.
O controle glicêmico, avaliado pelo HbA1c, provou que, independentemente do método laboratorial de mensuração, a maior parte dos pacientes está muito mal controlada, com média de HbA1c de 9,2%. Do total, apenas 18.6% tinham HbA1c menor que 7%, que seriam considerados os pacientes com controle adequado. Em 46%, o HbA1c estava maior que 9%, o que demonstra um péssimo controle. Esse cenário em indivíduos ainda jovens, e em fase produtiva, se configura como de altíssimo risco de evolução para complicações crônicas como doenças degenerativas da retina, neuropatia (perda gradual da função de nervos), doenças renais e cardiovasculares.
Cerca de 30% a 65% dos pacientes não haviam realizado um rastreamento das complicações crônicas no ano anterior à realização do estudo. Um importante fato analisado foi que pouquíssimos pacientes realizaram o devido rastreamento para doença cardiovascular, responsável por até 44 % dos índices de mortalidade.
– Sabemos hoje que essas complicações resultam em menor expectativa de vida para o paciente e em elevado custo para o sistema de saúde. Do total do custo direto relacionado ao diabetes, cerca de 50% são decorrentes das complicações crônicas da doença, explica Marília.
Os custos indiretos também são elevados porque a qualidade de vida do paciente vai, progressivamente, diminuindo à medida que há o desenvolvimento das complicações crônicas.
– O tratamento intensivo da hiperglicemia, e de todos os fatores de risco cardiovasculares, diminui, significativamente, a evolução para complicações crônicas. Sendo assim, é fundamental que as políticas de saúde pública sejam orientadas nesse sentido. Devemos intensificar o tratamento, mas é importante que o paciente tenha noção da importância do conhecimento da doença e da necessidade do controle adequado. Os dados coletados durante o estudo ratificam a necessidade de programas eficazes de educação em saúde no Brasil para que se atinjam as metas de controle do diabetes com intervenções terapêuticas, incluindo o exercício e um plano alimentar saudável, explica a Dra. Marília.

Canetas ou seringas - o que é melhor para aplicar insulina?


Pois é, certamente as canetas sairão vencedoras!! Elas são mais modernas, bonitas, mais precisas e, além disto, a pessoa com diabetes não tem que carregar consigo frasco de insulina, bolsinha térmica, agulhas e seringas. Na verdade, na Europa e em muitos países do Oriente, as canetas  reinam soberanas e quase mais ninguém usa insulina em frascos de 10 ml ou seringa de insulina.
Particularmente, eu prefiro as canetas, porque são mais fáceis de carregar, há menor risco de erro na dose de insulina e elas são mais discretas, ideais para jovens que não querem se expor e para profissionais que passam o dia fora de casa. Por outro lado, se a pessoa está usando as insulinas NPH e a regular (insulina R), ao mesmo tempo, a seringa permite misturar os dois tipos de insulina e aplicá-los de uma só vez, diminuindo, assim, o número de picadas. Com as canetas, isso não é possível, pois, para cada tipo de insulina você precisará de uma aplicação.
Caso escolha seringas de insulina, tente usar aquelas de boa qualidade, que venham com  agulhas siliconizadas, que permitem aplicações com menor desconforto, e com tamanho de agulha adequado para você. Se for pessoa maior ou mais gorda, utilize agulhas maiores, sendo que, para crianças, adultos bem magros ou pessoas musculosas devem preferir  agulhas mais curtas.
Se estiver usando até 30 unidades por vez, opte por seringas de 30 unidades, para até 50 unidades por vez, use seringas de 50, finalmente, as pessoas que usam  mais de 50 unidades de insulina por vez terão que utilizar seringas de 100 unidades.
As seringas de 30 e 50 unidades comercializadas no Brasil são mais caras, porém sua  qualidade também é superior. Elas são divididas de uma em uma unidade, sendo que, nas de 100 unidades, cada risquinho na escala  equivale a duas unidades.
Existem canetas recarregáveis e descartáveis, todas elas com frascos de insulina de 300 unidades. As canetas descartáveis devem ficar na parte de baixo da geladeira, em frente ao compartimento de verduras, enquanto não forem usadas pela primeira vez. Assim que começar a usá-las, elas devem ser mantidas fora da geladeira, num local fresco, se possível em pasta ou bolsa que não exposta ao sol.
Algumas canetas descartáveis, como é o caso da caneta da Lantus, têm ajustes de dose que vão de 2 em 2 unidades, porém, na maioria delas a escala é de uma em uma unidade.
As novas canetas recarregáveis da Aventis, para uso com insulina Lantus e Apidra, são para 21 e 42 unidades. As canetas de 21 unidades apresentam escala de uma em uma unidade, sendo, portanto, melhores para crianças pequenas, que usam doses baixas. As de 42 unidades têm escala que vai de 2 em 2 unidades.
Embora as canetas de insulina estejam ganhando a guerra contra as seringas, estas últimas, quando de boa qualidade e usadas uma só vez, ainda têm seu espaço e podem ser utilizadas, desde que se retire o ar existente nelas, antes da aplicação, e também se preste atenção na dose aplicada.
Canetas descartáveis, agulhas, seringas e algodão sujo de sangue devem ser descartados em recipientes especiais apropriados!! Caso isto não seja possível, use garrafas de plástico transparente, fechando-as muito bem, para que não sejam abertas por crianças em lixões, nem manuseadas indevidamente por adultos, expondo todos a riscos. Não se esqueça de colocar nessas garrafas um aviso com os dizeres -"Atenção!! Material contaminado!!!".
Fonte : Walter Minicucci

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Triste Relato

O blog recebeu esse triste relato e compartilho com vcs. Sem comentários


Olá!!
 
 

E nossa associação, como vai às coisas? Ainda não recebi o restante da minha medicação, ta faltando à insulina humalog e os insumos, desde o mês de junho que só falta o fornecedor entregar. E nada! 
Não sei mais pra quem recorrer, pois já entrei na justiça, ligo todos os dias, e nada resolvido, às vezes da vontade de desistir, mais tenho dois filhos para cuidar. Minhas lágrimas já secaram de tanto que já chorei de raiva por causa do descanso com um problema sério, é minha qualidade de vida que ta em jogo. Mas pra quem interessa! Ai vai o desabafo de uma diabética tipo 1 , que não sabe mais o que fazer.  
Obrigada, pelo menos tenho você pra ouvirem.

Um descaso total. O mais assustador é que eles dizem que tem medicação em estoque. Então, acredito que existe uma má vontade enorme de alguns membros da FMS. Procuram burocratizar ao máximo tal entrega para as pessoas desistirem. Sem falar que o Presidente da FMS, Dr. Pedro, nos garantiu que iria normalizar essa entrega dentro de uma semana. Dia 29 de agosto fazem dois meses que o prefeito Elmano vetou a Lei Enzo. E até agora, aa irregularidades na entrega das medicações continuam. 

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Governo Estadual deve fornecer remédios, decide Tribunal de Justiça-PI


Após registrar um elevado número de processos que tratam do tema, o Tribunal de Justiça do Piauí (TJPI) aprovou uma súmula, de cunho administrativo, consolidando a jurisprudência no sentido de que os direitos fundamentais de caráter assistencial, como o fornecimento de remédios pelo poder público, não necessitam de previsão orçamentária para terem eficácia jurídica.



A edição da Súmula nº01/2011 foi motivada  para que se pacifique a interpretação, tornando pública a jurisprudência e conferindo maior segurança jurídica. Também são citados precedentes de jurisprudências do TJ-PI. De acordo com a justificativa do Tribunal, “a mera alegação, pelo Poder Público, de incapacidade financeira, sustentada na teoria da reserva do possível, não pode servir de óbice à concreção dos direitos fundamentais.”

“Os direitos fundamentais de caráter assistencial, como o fornecimento de remédios pelo Poder Público, compreendidos dentro dos direitos constitucionais mínimos, indispensáveis à promoção da existência digna às pessoas necessitadas, na forma da lei, prescindem de previsão orçamentária para terem eficácia jurídica”, diz a súmula que registra a interpretação adotada por um Tribunal sobre um tema, com a dupla finalidade de tornar pública a jurisprudência para a sociedade e promover a uniformidade entre as decisões.


Fonte: Portal Meio Norte

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

DIABETES: PRECISAMOS DO APOIO DA IMPRENSA

O BRASIL PRECISA SABER!!!

É quase uma guerra, os numeros de vitimas fatais do DIABETES, é tão grande como os numeros de vitimas de uma guerra armada, e ninguém faz nada!!!
O Governo Federal lançou o Programa "Saude Não tem preço", para quem não tem acesso a informação acha que todos os diabeticos e hipertensos do BRASIL, reclamam sem motivos, mas a verdade é que além deste programa não funcionar como deveria, não são medicamentos atualizados como prevê a Lei Nº 11.347, de Setembro de 2006 no Art 1º Parágrafo 2º :

§ 2o  A seleção a que se refere o § 1o deverá ser revista e republicada anualmente ou sempre que se fizer necessário, para se adequar ao conhecimento científico atualizado e à disponibilidade de novos medicamentos, tecnologias e produtos no mercado.
Essa lista nunca foi atualizada Nacionalmente, em alguns estados o MP conseguiu que houvesse uma obrigação da distribuição de um tratamento mais moderno
Essa lista nunca foi atualizada Nacionalmente, em alguns estados o MP conseguiu que houvesse uma obrigação da distribuição de um tratamento mais moderno, mas não uma fiscalização sobre o cumprimento, os beneficiarios tentam de todas as maneiras fazer denuncias, mas eu não sei porque, nem a imprensa está dando a devida atenção a isso, não dá IBOPE? Não sei... Mas a verdade é que mais de 10% da poulação brasileira é DIABETICA.
Recentemente foi noticiado um estudo, apenas alguns jornais deram atenção a ele, "APENAS 15% DA POPULAÇÃO DIABETICA ESTÁ CONTROLADO".
Vocês ja imaginaram o impacto disso no SUS? No INSS? 
Não acredito que tenham pensado nisso, mas vou tentar explicar...Com o  Diabetes descontrolado e sorte em 10 anos começam surgir as sequelas, são elas:

Essas complicações são certas para quem não controla a glicemia, e elas causam desde cegueira a amputações, a falencia dos Rins pode ser tratada com hemodialise até que haja a necessidade de transplante duplo (rins e pancreas), Tratar as sequelas é sem duvida nenhuma, mais caro que cuidar da prevenção e cuidados, principalmente aos cofres publicos.
Vejam como o problema não é só nosso?
É um problema de todo o contribuinte, de todos que se preocupam com o futuro do SUS e INSS.
O Governo precisa investir na prevenção do Diabetes tipo 2 e na informação sobre Diabetes tipo 1, isso precisa deixar de ser um mito, é possivel controlar, é possivel viver bem.
Uma criança diagnosticada com diabetes tipo 1 antes dos 5 anos, não chegará a maioridade sendo produtivo, provavelmente ja será um aposentado sem ao menos ter contribuido com o INSS, ja custará ao SUS valores absurdos para se manter vivo, e com as informações sobre os numeros alarmantes e crescentes somado ao fato de não haver um controle efetivo por parte do SUS, as coisas ficarão realmente ruins, muito ruins... Trata-se de uma epidemia mundial, deve ser levada a serio, deve haver investimentos em pesquisas e um tratamento mais eficaz a disposição de todo e qualquer brasileiro, não apenas aqueles que podem pagar, não consigo imaginar uma familia composta de 2 adultos e 1 criança com diabetes com renda de até dois salarios minimos, fornecendo ao seu filho tudo que é necessario para um controle eficaz da glicemia, alguns conseguem na justiça, como eu consegui, mas apesar de todos os esforços e conhecimentos ja ficamos até  meses sem receber a medicação, não existe seriedade por parte dos responsáveis pela Saude, agem como se um diabetico insulino-dependente pudesse ficar sem aplicar insulina, basta alguns dias e uma internação em UTI se faz necessaria.
 É necessario divulgação da informação como ela é, é preciso alertar a população sobre a negligencia do Governo e como esse fato vai afeta-lo no futuro bem proximo.
Se existe um tratamento mais moderno e eficaz, coloque a disposição dos pacientes.
Se não pode faltar medicação e insumos, não deixe faltar.
E acima de qualquer coisa, não limite os insumos.

Eu queria entender por que só recebo 150 tiras reagentes por mês se preciso usar 250 para garantir um bom controle e um bom desenvolvimento para o meu filho? Eu não consigo entender por que de 4 em 4 meses preciso peregrinar, me estressar para receber as insulinas garantidas por liminar judicial? Eu queria entender porque não recebo agulhas para caneta de aplicação de insulina?

POR FIM, EU QUERIA ENTENDER PORQUE ISSO NÃO É NOTICIA, JA QUE MILHARES DE FAMILIAS PASSAM POR ISSO?
Divulguem nosso Abaixo Assinado pelo cumprimento da Lei Nº 11.347, de Setembro de 2006 na integra.
 http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/8743

Fonte: Eu, meu filho e o diabetes

Frutas: se consumidas de forma moderada, elas trazem grandes benefícios


Dieta não é sinônimo de restrição, mas de reeducação alimentar e, no caso de quem é portador do diabetes, a regra permanece a mesma. Por isso, não é preciso parar de comer frutas porque elas contêm frutose, um açúcar natural. Segundo a endocrinologista e nutróloga Vânia Assaly, o melhor é que o consumo continue, mas em porções controladas e optando por aquelas que trazem mais benefícios à sua saúde. Confira as frutas mais indicadas:
Maçã: ela é boa por ser fonte de diversas vitaminas, mas, na dieta de quem tem diabetes, o que ganha destaque é uma fibra chamada pectina. Ela se mostra eficiente não só no controle da glicemia como também na redução do mau colesterol. Segundo Vânia, a combinação dessa fruta cozida com canela tem resultados ainda melhores, pois prolonga a sensação de saciedade.
Blueberry: embora não seja uma fruta típica do Brasil, a blueberry desempenha um papel importantíssimo na dieta de quem tem diabetes. ?Ela tem alto poder antioxidante, reduzindo a ação dos radicais livres - associados ao envelhecimento - e prevenindo câncer, doenças cardíacas, mal de Alzheimer e muitas outras doenças?, explica a endocrinologista. Além disso, ela combate infecções e impulsiona o sistema imunológico. Fique atento, porém, ao fato de ela ter um índice glicêmico altíssimo.
Abacate: por quase não conter açúcar e por ser rico em uma gordura que aumenta o bom colesterol, o abacate é uma fruta bastante indicada para portadores do diabetes. Além disso, essa gordura nobre deixa o processo de absorção dos alimentos mais lento, prolongando o tempo de saciedade, aponta a endocrinologista Vânia. No entanto, a fruta é bastante calórica e deve ser consumida com moderação, principalmente, por quem está acima do peso.
Cereja: a cor vermelha da cereja já denuncia a sua alta concentração de flavonoides, compostos com alto poder antioxidante, antiinflamatório, antiviral, antialérgico e anticarcinogênico - combatentes do câncer. "Ela também é composta pelas vitaminas A, C e E que, juntas, são capazes de restringir a propagação das reações em cadeia e as lesões induzidas pelos radicais livres, responsáveis por danificar células sadias do corpo", explica Vânia. Entretanto, assim como a blueberry, ela eleva os níveis glicêmicos.
Limão: rico em ácido cítrico e ácido ascórbico, o limão atua beneficamente em diferentes partes do corpo. Primeiro, ele evita hemorragias, uma grande preocupação para quem tem diabetes, já que a dificuldade de cicatrização e a consequente possibilidade de infecções são maiores. Além disso, a alta concentração de ácido nicotínico protege as artérias, prevenindo problemas cardiovasculares, uma tendência para quem tem a doença. Por fim, ele diminui a viscosidade do sangue, o que é essencial, uma vez que, junto com o diabetes, existem alterações que predispõe a um maior risco de trombose.
Amora: embora tenha um índice glicêmico alto, a amora é rica em compostos que estimulam e aceleram a liberação de insulina, melhorando a síntese de glicose. Essa fruta também é responsável por normalizar a pressão arterial e atuar como bactericida e antiinflamatório, completa Vânia.
Coco: "Por ser rico em ácidos graxos e ácido láurico, o coco é um importante combatente de bactérias e fungos", explica a endocrinologista. Tais substâncias também cumprem um papel importante na nutrição das células intestinais, enriquecendo a imunidade. Por fim, a gordura do coco favorece a saciedade e reduz a inflamações, além de ser um alimento que reduz a carga glicêmica, especialmente quando combinada com outras frutas ou carboidratos.

por Laura Tavares

Fonte: Portal Diabetes

Importante - Complicações agudas do Diabetes


A cetoacidose diabética é uma das complicações agudas mais graves do diabetes. Acontece em diabéticos do tipo 1 e muito raramente no tipo 2. Se não tratada, leva os pacientes a óbito em 100% dos casos, porém, se tratada corretamente, menos de 5% dos acometidos terão esse desfecho triste.
POR ISSO É MUITO IMPORTANTE O CONHECIMENTO DESSA CONDIÇÃO POR TODOS OS DIABÉTICOS E PELOS SEUS CUIDADORES.
Como já sabemos, a insulina é fundamental para a sobrevivência do organismo, pois é ela que coloca a glicose (energia) para dentro de quase todas as nossas células.
Quando a insulina está em extrema falta na corrente sanguínea (como no caso dos diabéticos tipo 1 que não tomaram insulina, ou que ainda não sabem que são diabéticos) a glicose não consegue ‘entrar' nas células e fornecer energia. Infelizmente, nosso organismo não entende que está faltando insulina e para não ficar sem energia lança mão de outras maneiras de produzir glicose e outros compostos também energéticos.
É assim que os hormônios cortisol, adrenalina e glucagon entram em ação e promovem a formação de mais glicose pelo fígado através da utilização do tecido adiposo (gordura). Nesse processo de quebra da gordura são produzidos alguns compostos chamados corpos cetônicos que também fornecem energia, juntamente com os ácidos B- hidroxibutírico e o ácido acetoacético. Esses dois últimos acidificam o sangue e é isso que traz enorme risco a vida.
Nessa condição o paciente vai apresentar uma glicemia muito alta podendo alcançar até 600mg/dL. Os sintomas iniciais são poliúria (urinar demais), muita sede e fome. Posteriormente o paciente irá evoluir com desidratação, ritmo cardíaco acelerado (sensação de ‘batedeira'), pressão baixa, náuseas, vômitos, dor na barriga, fraqueza, confusão mental e o famoso hálito cetônico que é justamente o cheiro de cetonas proveniente desses ácidos que estão aumentados no sangue.
O tratamento é feito com reposição de líquidos através do soro fisiológico, insulina na dose correta e potássio que se encontra diminuído no sangue devido à grande quantidade de urina eliminada. A falta de potássio pode levar a sérias arritmias cardíacas que geralmente levam ao óbito. Por isso é muito importante que o tratamento seja realizado pela equipe médica o mais rápido possível. 

Fonte : Walter Miniccucci