quinta-feira, 14 de julho de 2011

Cura do Diabetes - (meu caso e minhas impressões sobre o tema)

Descobri que estou diabética há alguns meses. Aliás, faz muitos meses que eu digo que há alguns meses e daqui a poucos se transforma em um ano (ou dois ou três...) e eu ainda não tomei as providências que deveria, talvez tentando evitar encarar a coisa de frente.

O fato é que eu ainda não fiz um exame médico mesmo, pra saber exatamente que tipo de Diabetes eu tenho e qual o melhor tratamento. Eu sei que tenho porque comecei a sentir os sintomas – que sinto até hoje – há (muitos) meses. Principalmente sede em excesso e crises de hipoglicemia que sempre me dão muita tontura, dor de cabeça muito forte e enjoo. Minha mãe trabalha na área da saúde e já tinha um glicosímetro em casa. Então, em um dia qualquer do último mês de novembro, resolvi fazer o teste de glicemia. Deu 290. Em jejum. Por ouvir sempre ela falando a respeito e por já ter lido algumas coisas sobre o assunto, eu sabia que era um mau sinal. Na verdade, sabia que era praticamente certeza. Meu pai tinha diabetes tipo 1 (a diabetes juvenil) desde os 17 anos, a probabilidade de eu também ter era bem grande. Reduzi quase que a zero o meu consumo de açúcar, mas não consegui substituir os carboidratos. Fiz o teste, em jejum, novamente, alguns dias depois. 296. Não estava funcionando.

Eu sei que nesse momento eu deveria ter procurado um médico. A média em jejum deve estar abaixo de 124. Esses números significam a concentração de glicose no sangue, medida em gramas por decilitro (mg/dL). Mas aí eu não fui ao médico e fui adiando e adiando. Na realidade, ainda não fui. Não sinto nada além dos sintomas que falei, mas sei que não deveria estar adiando isso. Eu já procurei médicos algumas vezes, mas parece que em Teresina os endocrinologistas só atendem escondidos, rss...

Hoje é o dia da campanha entre os blogueiros do Brasil para promover um debate – não apenas entre os diabéticos – a respeito da cura para essa doença. Eu nem comecei meu tratamento mesmo, mas, de verdade, adoraria saber que poderia me livrar para sempre da responsabilidade e da obrigação de me cuidar, de controlar cada carboidrato que eu como, de verificar cada alteração na minha taxa glicêmica, do medo de ter qualquer tipo de complicação por conta do Diabetes... Eu sei que agora eu provavelmente não sentirei nada além de alguns sintomas e crises de hipoglicemia, mas no futuro, os riscos são muitos. O Junior, idealizador do Blog, me convidou para que eu escrevesse sobre a campanha. Eu aproveitei para contar um pouco da minha situação, para que os leitores do Blog possam entender a minha perspectiva diante do tema/problema.

Sim, eu acredito na cura para o Diabetes. Acredito que com boa vontade e dedicação de quem pode e tem condições de investir nisso (a.k.a. governo estadual/federal) muita coisa pode ser realizada. E, ainda não seja possível, agora, uma cura completa, que livre os diabéticos das insulinas ou dos medicamentos diários, ao menos uma forma de reduzir a forma invasiva como esses tratamentos são realizados. Se eu disser que a minha relutância em buscar o tratamento não tem a ver com a forma como o tratamento é realizado, vou estar mentindo. É claro que eu tenho medo. Não é medo da agulha da insulina. É das agulhas, das insulinas, dos remédios, dos controles glicêmicos, do stress de uma glicemia alterada, do medo de não ter a insulina necessária... Estando como estou, não me sinto exatamente doente. Apesar de saber que, no fundo, estou só me enganando.

Espero que até que surja uma solução definitiva pra o problema de todo mundo que sofre com o Diabetes, eu consiga tomar uma atitude e comece com as pequenas e eternas soluções para o meu problema.

Força pra todos nós. ;)



p.s.: Agradeço imensamente ao Júnior pela oportunidade de escrever aqui tudo isso. Escrever SEMPRE me ajuda muito. Agradeço também pelas conversas que tivemos (quase sempre com ele me mandando procurar um médico, haha). Agradeço ainda pela gentileza imensa da Jeane Melo, mãe do Enzo, que sempre foi extremamente gentil e atenciosa quando precisei dela. Estarei disponível, sempre que possível, para qualquer coisa. :)

Boa sorte (pra gente)!

Cura do Diabetes?!?! Uma causa perdida?!?!



Falar da cura não é nada facil, mexe com algo bem no fundo dos nossos sentimentos, é algo muito estranho quando paramos pra pensar nas posibilidades e procurar respostas as nossas perguntas, não existe nada mais frustante do receber apenas uma notinha de que alguma pesquisa de cura não deu certo, sem explicações, sem esperanças de busca pelo que deu errado, tem gente que acha que acreditar na teoria da conspiração é coisa pra ignorante, tem gente que acredita que é impossivel curar o diabetes e ponto, que se existisse a possibilidade de cura ela ja teria vindo ao conhecimento do publico. Dá vontade de rir, sei la porque... Desde o começo, quando descobri os custos do tratamento vitalicio desconfiava que a cura não vale nada para a INDUSTRIA FARMACEUTICA, vivemos num mundo capitalista e não vem me dizer que isso é um discurso politico porque todos nós sabemos o valor que o dinheiro tem, o valor que o lucro empresarial tem, se tratando de BRASIL então... sem palavras.
O que claramente podemos perceber é uma falta de iniciativa para algo tão grave, em breve os custos com o tratamento de diabetes será um problema em todo o mundo, e o que acontecerá com os diabeticos? 
As pessoas ainda não se deram conta de que se trata realmente de uma epidemia, notinhas no jornal, comunicados, nada disso vai chamar a atenção, algo precisa ser feito. A OMS está a passos de tartaruga tomando providencias, conhecimento da gravidade eles tem, todos os governos e os envolvidos com saúde sabem dos números assustadoramente crescentes em relação ao diabetes, mas porque não fazem algo realmente eficaz?
Eu tentei ao máximo simplificar o que me faz acreditar que alguém anda contra a cura, justificar porque eu acredito que a cura não é de interesse de quem pode fazer alguma coisa.
Não vivo num mundo ilusorio, eu só quero respostas, eu estou cansadas de pesquisas velhas sendo dadas como novas, todo dia 14 de novembro é a mesma coisa, os laboratorios lançam uma novidade, patrocinam eventos que segundo eles é de prevenção para fazerem as demonstrações da eficacia da tecnologia para a aplicação de insulina, falam das pesquisas que sempre, independente da data "estará disponivel daqui a 5 anos"
Não dá, não tenho estomago pra isso, é cruel demais dizer isso ao meu filho, não quero que ele fique sempre esperando algo daqui a 5 anos, quero algo concreto, real, o mundo merece isso, explicações coerentes, atitudes tão rapidas quanto os numeros de diagnosticos, mobilização por parte da OMS, GOVERNOS E LABORATORIOS.
Venham a publico mostrar o que está sendo feito, não dá pra ficar mais no "eu ouvi falar" Queremos ouvir deles, que algo realmente está sendo feito.
É TEMPO DEMAIS, PARA POUCA AÇÃO!!!

1997:
"O diabetes, por exemplo, matava 700 pessoas para cada grupo de 100 mil no início do século no município de São Paulo. Em 1992, essa proporção era de 16.700 mortes para cada 100 mil pessoas...Na 16ª Conferência Internacional de Diabetes, em Helsinque, Finlândia, os pesquisadores informaram que a doença estava se tornando uma epidemia global. Em julho de 1997, o número de portadores de diabetes no mundo era estimado em 135 milhões, e o número de mortes anuais em decorrência da doença em 2,8 milhões."Penso, na verdade, que podemos dizer que a epidemia está aqui e agora", diz Paul Zimmet, diretor-executivo do International Diabetes Institute.O maior crescimento da doença, principalmente a do tipo II, se verifica na primeira idade. De acordo com uma matéria publicada em maio de 1996 no The Journal of Pediatrics, apenas entre 2% e 3% dos pacientes pediátricos tinham diabetes do tipo II antes de 1992; num estudo recente realizado em Cincinnati, Ohio, constatou-se que 33% dos doentes entre 10 e 19 anos eram portadores do tipo II.O Dr. Jack Jerwell, presidente da International Diabetes Federation, declarou o seguinte: "Eu prevejo que o diabetes será um dos maiores assassinos do mundo no ano 2000". Para ajudar a cumprir esta previsão, em julho de 1997 pesquisadores suíços publicaram um estudo na revista americana "Cell" dando conta que haviam identificado um novo vírus, que poderia também estar causando diabetes." http://www.fortunecity.com/victorian/russell/401/molantig.htm 

2003 
"O mundo está enfrentando uma crescente epidemia de diabete
 de potencialmente proporções devastadoras.
 Seu impacto será sentida OMS e IDF estão trabalhando
juntos para apoiar as iniciativas em curso
mais fortemente no países em desenvolvimento.
para prevenir e controlar o diabetes e suas complicações,
e para assegurar melhor qualidade de vida possível para
 pessoas com diabetes no mundo.
Juntos, estamos ajudando a fornecer  países com os meios
para enfrentarmodesafios que temos pela frente. 
É hora de agir "Diabetes agora"."
Pierre Lefèbvre, Presidente da IDF 
Robert Beaglehole, Director do Departamento de 
Doenças Crônicas e Promoção da Saúde, OMS. 
Em Ingles no site da OMS

2011
  • ONU pede ação em "catástrofe slow-motion(movimento lento)" de doenças não transmissíveis
28 de abril de 2011 - 
O chefe da Organização das Nações Unidas Organização Mundial da Saúde (OMS ) advertiu hoje que a "catástrofe slow-motion" de doenças não transmissíveis poderia dominar até mesmo os países mais ricos, se as causas da epidemia, as decisões em sua maioria estilo de vida, não são abordados.
O diagnostico de diabetes tem crescido lentamente no mundo? Ler isso é ULTRAJANTE!!! 
  • A IDF lança a campanha  "O is for OUTRAGE(Ultrajante)"  
 Estamos pedindo ao presidente dos EUA para mostrar ao mundo que ele está comprometido com a prevenção e controle de doenças não transmissíveis (DNT). Este tópico é o tema da segunda cimeira da ONU sobre questões de saúde global. Tendo o presidente Obama comparecer irá inspirar outros líderes a tomar a sério esta questão, porque " nós não queremos que o mundo sonâmbula para um futuro doente que é evitável "(Ann Keeling, CEO IDF).
É O QUE TAMBÉM QUEREMOS SABER.
Porque com um aviso dado em 1997, só em 2003 começaram a se movimentar para a prevenção e informação? E só em 2011 estão agindo?
O que mais me assusta nisso tudo é que ninguém fala em pesquisas sobre a cura, não é uma epidemia? por que não se fala de fundo global para as pesquisas? 

Quanto foi gasto na Pandemia(que nunca aconteceu) GRIPE SUINA? A OMS nunca respondeu as perguntas que ficaram no ar, era uma vacina encalhada que precisava ser vendida? Quantas pessoas morreram no mundo com a tal gripe? Quem foram os maiores afetados? Foram os portatores de doenças não transmissíveis entre eles, os DIABETICOS?
Só 
o governo brasileiro investiu R$ 1,235 milhões para compra de 113 milhões de doses. Isso mesmo mais de 1Bilhão de reais. Os laboratorios estavam todos ali, na briga pelo LUCRO REAL E IMEDIATO.
Agora, qual o lucro dos laboratorios em TRATAR O DIABETES? A cada diagnostico um novo e vitalicio "cliente", a grande preocupação tem sido, manter esse cliente vivo e bem acomodado.

QUAL SERIA O LUCRO COM A CURA DO DIABETES? 
PORQUE NÃO INVESTEM PARTE DOS VALORES ABSURDOS QUE PAGAMOS POR UM TRATAMENTO DE PONTA NA BUSCA PELA CURA?

Quem poderia clamar por isso, clama apenas por prevenção e qualidade de vida, porque não chamam os laboratorios pra conversa? Onde estão eles agora? Será que realmente é impossivel curar o diabetes? Onde estão os resultados de inumeras pesquisas que chegaram perto da cura?
O que acontecerá com a pesquisa que é uma esperança de cura menos evasiva com a BCG? Eu fico muito trsite em escrever isso, mas receberemos apenas uma notinha de que ela não certo, na ultima fase sempre acontece algo inesperado que simplesmente não é aperfeiçoado, é o fim da linha.
"O time de Faustman foi a Fundação Iacocca para receber financiamento após ter portas fechadas em suas caras repetidamente por farmacêuticas. Os cientistas do Hospital fizeram vários testes em animais mostrando que era possível regenerar o pâncreas e então restaurar a produção de insulina em modelos diabéticos. Mas quando os cientistas foram a indústria farmacêutica procurando financiamento para a pesquisa de uma droga que regenera o pâncreas, “todos disseram ‘vocês estão revertendo a doença. Como que nós vamos ganhar dinheiro?’” conta Faustman 
Que solicita doações para continuar a pesquisa que tem resultados promissores http://www.faustmanlab.org/ Vocês realmente acreditam que ela conseguirá avançar? Porque laboratorios envolvidos com o diabetes, os que mais lucram com o diabetes não são investidores?

AS VEZES EU PENSO QUE A CURA É UMA CAUSA PERDIDA. NUM MUNDO ONDE O LUCRO VALE MAIS QUE A VIDA HUMANA.
Eu não quero mais modernidade, mas facilidades, EU QUERO A CURA! 
Ja temos o bastante, invistam na cura!
 Mas nunca perca a esperança e determinação de ter uma vida sem sequelas, se existe tratamento vamos aproveita-lo, se é possivel ter uma vida sem sequelas vamos em busca, porque não vai adiantar nada esperar pela cura de braços cruzados, se ela vier estaremos bem para recebe-la, se não, teremos tido uma vida com menos sofrimento fisico, uma vida feliz e dentro do possível, SAUDÁVEL.

Fonte: http://eumeufilhoeodiabetes.blogspot.com/2011/07/cura-do-diabetes-uma-causa-perdida.html?spref=fb 

Cura do Diabetes?! Uma causa Perdida?!



Sempre preferi nem pensar em cura. Quando recebi o diagnóstico, me resignei. Sabia que era uma doença sem cura. E resolvi que não ia brigar com ela ou com a minha nova condição. Ia cuidar da minha saúde e fazer o que estivesse ao meu alcance para continuar saudável (e é isso que vou continuar fazendo). Depois de três anos (recebi diagnóstico em 2003, aos 29 anos), criei este blog “Viver com Diabetes”. Uma forma de compartilhar meu modo de viver a vida com diabetes, de mostrar que é possível levar uma vida feliz.
Tenho diabetes Mody, que tem mais características do tipo 2. Não uso insulina. Tomo remédios. Quando fiquei grávida, tive de “enfrentar” a insulina. Falo assim porque sempre tive medo de insulina, sabe? O controle foi mais difícil do que normalmente e me senti mais próxima de quem tem diabetes tipo 1. Mais hipos (que raramente tenho), mais hipers (não costumo ter números muito altos), oito picadas nos dedos por dia para medir a glicemia, mais seis agulhadas diárias na barriga e pernas… No fim, tudo correu bem. Meu filho nasceu super saudável. Saí fortalecida.
Mas durante esse período não pude deixar de pensar que tudo seria mais tranquilo sem o diabetes. Não ter controle sobre como seu corpo vai reagir em determinadas situações não é uma experiência muito bacana. E depois de ter filho, às vezes me pego pensando até quando serei saudável, apesar de todos os cuidados.
Até aí, tudo bem. Obstáculos fazem parte da vida, não? Até que o Marcelo Raymundo, parceiro de blogosfera, me tirou da tal zona de conforto. Há duas semanas, ele surgiu com uma idéia maluca de questionar a cura do diabetes. A princípio, escolheu o caminho da agressividade, porque estava revoltado com a perda de um amigo que, embora sempre tenha tido todos os cuidados com o diabetes, morreu por complicações decorrente da doença. As pessoas não receberam muito bem aquilo. Ele quase desistiu. Eu e a Nicole Lagonegro (do Minha Doce Vittória e o Diabetes) conversamos com ele, via Facebook, que ele não devia desistir. Propus que ele mudasse o tom. Que criasse algo que promovesse um debate, que fizesse as pessoas refletirem e a sociedade nos enxergar.
A partir daí, surgiu um brainstorm. Fomos dando palpites de como devia ser esse movimento. E todos acataram a minha ideia dessa blogagem coletiva. E a Sarah Rubia, do blog “Eu meu Filho e o Diabetes”, sugeriu o dia de hoje, porque é o Dia da Liberdade de Pensamento. Não é legal? E ela sugeriu mais: que fizéssemos uma ação por mês até o dia 14 de novembro, Dia Mundial do Diabetes.
O grande questionamento desse movimento é se a indústria farmacêutica tem causado empecilhos para a descoberta da cura do diabetes. Afinal, o tratamento com insulina surgiu em 1921. De lá para cá, quase 100 anos se passaram. E tudo o que temos é um aperfeiçoamento da insulina (aliás, houve um GRANDE AVANÇO nessa área, não podemos negar isso) e a criação de medicamentos mais modernos. Seremos sempre dependentes da indústria farmacêutica?  A descoberta da cura não traria um rombo aos laboratórios, já que se trata de uma das doenças mais lucrativas para o setor? Não sei, sempre vão haver doenças no mundo e o setor sempre terá com o que lucrar.
Particularmente não sei se os laboratórios são vilões. Prefiro acreditar que não. Tenho uma amiga que trabalha na área de pesquisa de medicamentos em diabetes e sei o quanto o trabalho dela é sério. São remédios mais modernos que imitam ação de alguns hormônios no organismo. Há um investimento pesado nessas pesquisas. E alguns desses remédios, ainda que remédios, melhoram a qualidade de vida de muitos diabéticos.
Para o diabetes tipo 2, acredito que cura definitiva está longe. Até o momento, só surgiu aquela cirurgia que tira parte do intestino e, aí, no futuro, sabe-se lá o que pode acontecer com você. Tem quem diga que só terá diabetes tipo 2 quem quiser, que a mudança de hábitos pode eliminar a doença. Talvez só aí encontremos a cura do tipo 2, quando ela depender de nós. Quanto ao meu tipo, (MODY) que é genético, sei lá se há jeito.
Já o tipo 1 tem pesquisas muito mais promissoras. Recentemente, veio à tona a informação de que a equipe da pesquisadora do Hospital de Massachussets, Denise Faustman, descobriu que a vacina BCG induz o sistema imunológico a produzir o Fator de Necrose de Tumor (TNF), que mata as células T que fazem com que o pâncreas pare de produzir insulina. Para continuar as pesquisas que até hoje foram custeadas por ONG e pelo próprio Hospital, ela esbarra em falta de financiamento. Ela disse que correu nos laboratórios para tentar conseguir a verba que falta para concluir a pesquisa. Segundo os pesquisadores, a resposta foi: “se você está propondo a cura, de onde vamos tirar nosso lucro”. Vale lembrar que ainda não se trata de uma cura definitiva. Faustman explica que a droga produz um efeito transitório, que teria de ser tomada em intervalos repetitivos, talvez a cada quatro ou seis semanas. Mas, segundo a pesquisadora, “seria um indício de que o pancreas pode ser restaurado.”
Na verdade, pouco ainda se se conhece sobre o mecanismo de doenças auto-imunes. E o diabetes tipo 1 se encaixa aí. Doenças auto-imunes menos lucrativas também não têm cura: lupus, esclerose múltipla, só para dar dois exemplos. Trabalho em jornalismo de saúde e sei que uma pesquisa tem muitas etapas, que deve seguir protocolos. Que é feita de erros e acertos. E isso é um processo demorado, delicado. Essa pesquisa citada acima já dura alguns anos.
Não podemos afirmar que a indústria farmacêutica cria empecilhos. Mas também sabemos que ela não tem lá muito interesse econômico na cura. Caberia, então, a pesquisas independentes esse busca, aos governos, a quem? Foi aí que nos lançamos a esse desafio de discutir o assunto de forma mais global, saindo dos nossos bate-papos e conversas particulares cheias de teorias, usando as mídias sociais para chamar atenção da sociedade, da grande mídia, e ouvir outras opiniões. Sabemos que a cura não virá hoje por causa desse movimento (que às vezes chamo de louCURA), mas temos o poder em nossas mãos de abrir o debate sobre o tema, colocar a questão na agenda do dia.  É a chance de termos claro porque a cura ainda não é possível. E fazer com que a indústria também possa se manifestar também sobre isso.
A cura não pode ser vista como uma causa perdida. Nunca. Tenho esperanças que num futuro não tão distante alguém crie o blog “Viver SEM Diabetes” – uma experiência de cura.

Fonte: http://vivercomdiabetes.wordpress.com/2011/07/14/cura-do-diabetes-uma-causa-perdida/
P.S.: Ainda hj farei uma postagem com meu relato. Tive uma hipo ontem violenta que inviabilizou minha postagem.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Adoçante faz bem ou mal ? Os adoçantes artificiais novamente na berlinda


Adoçante faz bem ou mal? A polêmica é antiga e todos os anos são levantadas novas questões a cerca do risco dessas substâncias. Desde a década de 70 muitos trabalhos científicos famosos revelaram um potencial cancerígeno atribuídos a eles. Além disso, doenças neurológicas, autoimunes e degenerativas poderiam ser causadas por eles, causando muitas dúvidas e insegurança aos consumidores.
Com o passar do tempo, essas suspeitas foram caindo por terra. Isso ocorreu pelo fato de que a maioria dos trabalhos científicos que relatava resultados deletérios dos adoçantes usava quantidades extremamente elevadas desses compostos. Alguns protocolos de pesquisa chegaram a utilizar nos ratinhos, o equivalente a mais de 2000 latinhas de refrigerantes por dia. Assim, esses resultados não foram comprovados em humanos e os adoçantes ganharam a confiança do mundo acadêmico e receberam o aval da maioria das agências reguladoras mundiais.  
Há cerca de 3 anos¸ um estudo em animais de laboratório levantou uma nova questão a cerca dos adoçantes. De acordo com os autores, os adoçantes podiam levar ao ganho de peso. Eles estudaram dois grupos de ratinhos, um grupo ingerindo uma dieta com adoçantes e outro grupo com dieta normal. Os autores notaram que ratinhos que consumiam suas refeições com adoçantes comiam mais e, por conseguinte, engordavam mais do que o grupo alimentado com alimentos sem adoçantes. Com isso, foi levantada a hipótese de que ao sentir o sabor doce na boca, o corpo se prepararia para receber as calorias do açúcar e quando elas não vem, passaria a buscar esse nutriente em vários alimentos, principalmente carboidratos. Dessa forma estaria predisposto a comer mais e a engordar. Essa hipótese aguardava por comprovação em humanos, que pudesse nos responder e explicar essa possível ligação entre adoçantes artificias e ganho de peso.
Durante o 71º. Congresso da Associação Americana de Diabetes (ADA) que ocorreu em San Diego na última semana do mês de junho, essas respostas começaram a aparecer. O tema foi novamente abordado com dados muito convincentes em humanos. A equipe da Dra Helena Hazuda, da Universidade do Texas, acompanhou 474 voluntários durante 10 anos e concluiu que aqueles que ingeriam duas ou mais latas de refrigerantes diet por dia ganharam muito mais peso, principalmente circunferência abdominal, quando comparados aos que não tomavam refrigerantes ou que tomavam as versões convencionais dessas bebidas.
Finalmente, a Dra Barbara Corkey, PhD e professora de Medicina e Bioquímica da Universidade de Boston, demonstrou um modelo no qual os adoçantes artificiais causariam elevação da insulina e maior propensão ao diabetes. A ligação entre hiperinsulinemia e obesidade já é nossa conhecida há muito tempo e pode ser o elo entre o uso dos adoçantes artificiais e a obesidade. A Dra Bárbara, com o seu trabalho científico recebeu a Medalha de Banting para avanços científicos durante o 71º. Congresso da ADA e pode ter encontrado uma razão muito convincente para reavaliarmos o uso dos adoçantes artificiais.
Por Citen - www.citen.com.br

sábado, 9 de julho de 2011

O diabetes mal controlado

Segundo Ministério da Saúde, 70% das cirurgias de retirada de membros têm como causa o diabetes mal controlado


Segundo Ministério da Saúde, 70% das cirurgias de retirada de membros têm como causa o diabetes mal controlado

Pesquisa feita pelo site da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) mostra que a maioria dos pacientes com diabetes não têm os pés avaliados durante consulta médica. De acordo com os dados, esse número chegou a 59.8%. O levantamento mostrou ainda que 8.4% das pessoas têm seus pés examinados a cada 6 meses, 9.2% ocasionalmente, 15.4% em toda a consulta e 7.1% apenas uma vez por ano.

Segundo o Ministério da Saúde, 70% das cirurgias para retirada de membros no Brasil têm como causa o diabetes mal controlado: são 55 mil amputações anuais. A possibilidade de os diabéticos sofrerem uma amputação é 15 vezes maior do que na população de não-diabéticos. Em alguns estudos, verificou-se que até 47% das úlceras responsáveis pela internação dos diabéticos eram previamente desconhecidas dos seus médicos de atenção primária.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), até o ano de 2024 a população mundial de diabéticos chegará a mais de 350 milhões de pessoas. Esta estatística assustadora faz com que entidades de todo o mundo percebam a importância de estabelecer metas para o tratamento da doença, como também para o esclarecimento da população sobre as formas de prevenção e diagnóstico.

Em todo o mundo, o número de adultos com a doença passou de 153 milhões, em 1980, para 347 milhões, em 2008, segundo o estudo. A maioria vive na China e na Índia. O tipo 2 da doença é o mais comum, consiste no aumento anormal de glicose (açúcar) no sangue.

No Brasil, estima-se que 5,8% da população a partir dos 18 anos têm diabetes tipo 2, o equivalente a 7,6 milhões de pessoas, conforme dados do Ministério da Saúde.

 Fonte:  Portal Diabetes